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IMPACTO DAS ETAPAS DO PROCESSO DE ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA COMO ANTECEDENTES DO DESEMPENHO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Autores: GONÇALVES FILHO, C. MARTINS, H.C. SOUKI, G.Q. REIS NETO, M.T. LOPES, V.H.

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Resumo
No cenário econômico brasileiro, muito do que se produz é de responsabilidade das micro e pequenas
empresas. Sob diversos aspectos, as micro e pequenas empresas se destacam pela criação de empregos,
pela formação do PIB (Produto Interno Bruto), pela geração de renda e a capacidade de adaptação às necessidades do mercado com agilidade e flexibilidade. Entretanto, o crescimento do porte dessas organizações, normalmente, implica em incremento da sua complexidade estrutural. Nesse sentido, independentemente do porte ou tipo de negócio, a noção de estratégia tem sido objeto de reconhecimento cada vez mais frequente no mercado de atuação das empresas. A estratégia empresarial surge como um conjunto de conceitos e modelos com a finalidade de munir a empresa de ferramentas para resposta às demandas ambientais. O processo de administração estratégica, por sua vez, envolve análise do ambiente, estabelecimento de diretrizes, formulação da estratégia, implementação da estratégia e controle estratégico. Estudos realizados pelo SEBRAE demonstram que as micro e pequenas empresas formulam suas estratégias de acordo com a percepção dos empreendedores diante das reações do mercado. Mas, se de um lado os empreendedores encontram dificuldades para implementar o processo de administração estratégica em suas empresas, de outro, tal processo quando bem administrado pode proporcionar um melhor desempenho, competitividade e sobrevivência no mercado de atuação dessas organizações. Dessa forma, o objetivo desse artigo foi verificar o impacto das etapas do processo de administração estratégica como antecedentes do desempenho das micro e pequenas empresas, a partir da validação de escalas que mensurem a intensidade das etapas do processo de administração estratégica; e do teste de um modelo teórico estrutural que identifique as relações e impactos dessas etapas como antecedentes do desempenho das micro e pequenas empresas. A pesquisa foi organizada em duas fases, sendo a primeira, de caráter qualitativo e exploratório, visou estudar o fenômeno para a identificação de variáveis. Foi realizada através de entrevistas semi estruturadas com especialistas da área de Estratégia. A segunda fase, de natureza quantitativa, teve como objetivo validar os instrumentos e testar o modelo estrutural proposto, por meio de uma pesquisa do tipo survey. O questionário foi aplicado em micro e pequenas empresas nas 57 microrregiões consideradas pelo SEBRAE em todo o Estado de Minas Gerais. A amostra constou de 378 respondentes. Após validação das escalas, realizados por métodos estatísticos, os resultados apontam que no modelo estrutural testado, as etapas do processo de administração estratégica explica 41% o desempenho das empresas pesquisadas, tendo as etapas planejamento e controle os maiores pesos no desempenho. Com base no modelo, conclui-se que este trabalho contribui para desenvolvimento de pesquisas que buscam explicar o desempenho das empresas, em especial no que se refere à administração estratégica. Também indica importantes recomendações gerenciais, já que somente as estratégias deliberadas impactaram no desempenho.

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